Nessa canção deboche
Não me leve a mal, meu Brasil varonil
Não sou do funk nem do pagode
Sou um poeta em alerta
Em mensagem infantil
Reforço minha ótica e não vejo mais por quê
Se sou luz do dia ou escuridão do anoitecer
Canto sozinho, mais um na multidão
A sério levei o que dizia meu coração
Mas ninguém veio comigo
Balancei minha bandeira
Deu cansaço, de calo nas mãos
Ainda se importam
Com esse negócio de cor, sexo e gênero
Sou mameluco, cafuzo, homem maluco
Bato palma e faço da vida meu picadeiro
Mas se a farinha é pouca, meu pirão primeiro
Tem gente vivendo na reserva
Comida, diversão, tá uma merda
Rua de indigente, casa vazia
Sou da periferia, minha boca não tem dente
Desculpe ter nascido
Não tenho apelido, meu nome é acidente
Não leio livros nem falo bonito
Vejo novelas e não cometo delitos
Não sou alienado, mas tenho músculos definidos
Meu povo querido
Desperta desse sono oprimido
O galo já cantou
Perdeu a voz, tá rouco e deprimido
Se ficar pra amanhã
O buraco negro continuará sendo nosso destino
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